sexta-feira, 4 de maio de 2012

Hamlet do século XXI


GodSpeech, amigos meu nome não Geralt tão pouco sou de Rivia,

    Em mais uma sexta monótona. Venho contar: Como ser você mesmo pode ser frustrante. E como?

   Você pode estar se perguntando, então responderei sua pergunta com uma interpretação minha, sobre uma eventualidade

.
    E esse ocorrido se passa durante uma aula, sobre novas tecnologias, onde o termo “ Sujeito Gadget” foi demonstrado como um novo tipo de cliente para grandes empresas de tecnologia.Agora deixando de lado um pouco, todos os termos e conceitos compreendidos em sala de aula, vamos á pergunta que fica: Qual é o problema nisso ?


                Não há de fato um problema, se não fosse pelo fato de que este novo “sujeito”, não seja ninguém mais ninguém menos que um nerd ou um geek. Ainda não entendeu? ok vamos lá  
  
                Eu nasci em 88, em meados de 98 ou 99 eu já ouvia meus irmãos dizerem a palavra nerd, de uma maneira um tanto pejorativa, sendo que outrora servia lhes para justificar um atraso na vinda para a casa como – “Desculpem a nerd da minha sala não parava de falar com o professor, menina irritante!” até mesmo algo do tipo “Tive que escolher aquele rapaz meio nerd, durante o treino... o cara joga nada!” 

                Não, ainda não ficou claro o que eu estou querendo dizer não é? Está tudo muito sem sentido, e muito alarmante para uma simples questão. Sim mais faça um pouco mais de esforço e continue lendo.

                Pois bem, voltando à aula mais necessariamente para o fim dela, sai na adorável companhia da  amiga e colega de classe P. Cristiana Santos, e caminhamos juntos e subimos curtos lances de escada até chegarmos à recepção da biblioteca, então como todo bom aluno condicionado ao ritmo tedioso da vida estudantil, ou mesmo, cotidiana retiramos uma senha e aguardamos até podermos falar com alguma atendente. Então foi neste meio tempo, entre o tédio da espera e a troca de bocejos, que encostamos em pilar próximo e desatentamente minha cara amiga encosta juntamente a mim  apoiando sua cabeça em meus ombros, e leva sua delicada mão até abaixo do meu queixo e começou a dar “tapinhas”  - Foi então que sem pestanejar ou pensar eu respondi com um sorriso: “ - Já passei por torturas piores”

                Foi então que me lembrei, dos tempos de “nerdisse” quando jogar RPG de mesa, era uma coisa que não se falava em voz alta, pois os mais religiosos (vizinhos de 40 anos; meninas de 10 anos; pais; e todo tipo de pessoa que fazia parte de um modelo de sociedade), diriam: “ – Esse rapaz cultua o Sr. Das trevas Satã!” – Muito ironicamente tentávamos matá - lo ou trazer ele á julgamento nos RPGs – Ou quando você jogava ou tinha um videogame era coisa só e somente de menino, chamar sua amiga vizinha para jogar Sonic ou Mario Bros tudo bem até que vai, porém se fosse jogo de tiro ou navinha era tabú..., e se você tinha mais de um videogame era o “nerd-riquinho”. Até mesmo quem gostava de gibis ou livros tinham uma classificação, era o “nerd-verme de biblioteca e livros”. E não eu não sofri bullyng na infância mesmo porque tal termo não poderia coexistir nessa época, a lei era simples: Zoar e ser Zoado, ou ficar quieto e ir embora para casa assistir CDZ; fly; Cybercops; Dragon Ball Z ou coisa do tipo.

Ok mais então qual é o ponto?
 

                Simples o ponto meus amigos é ser geek ou nerd é ser pop. Hoje chamar uma garota para jogar videogame não é vestir uma camiseta escrito “otário” muito pelo contrario, não convidar é ser otário e vice e versa, existe um dia nerd; empresas gastão milhões parasatisfazer necessidades absurdas; existem series sobre estilo de vida; garotas discutem sobre ser ou não ser nerd e suas complicações como se fosse Hamlet. Então a resposta está ai, algo mudou  - nem tudo RPG de mesa ainda é visto com um culto maligno  - não apenas a industria e o modo que a civilização vê este estilo de vida, isso se é correto chamar de estilo de vida, afinal ninguém escolher ser o que é!


                Não estou dizendo que essa mudança é ruim, não muito pelo contrário, que bom que a sociedade está amadurecendo e retirando todos os pré-conceitos a abraçando apenas os conceitos, todavia, o que mais me incomoda nisso tudo é que: “Quando foi que, ser eu mesmo, tornou se algo pop?” – Quando deixaram de dar tapinhas, petelecos, e com os apelidos inflexíveis e perseguidores.  E eu sei vocês devem saber que o "quando" é HOJE mas por quanto tempo HOJE pode durar?









terça-feira, 24 de abril de 2012

"Imagine a world livre para a troca de ideias, arte e cultura

...You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day you'll join us
And the world will be as one!"

(Lennon, CC - ALGUNS direitos reservados)


Se o século XX foi o século da propriedade de terras, o século XXI é o da propriedade intelectual.
"Propriedade intelectual" é o termo utilizado pelas grandes corporações de copyright e pessoas que acreditam que a criação do indivíduo deve permanecer trancafiada a quem detém seus direitos autorais, e que seu uso e alteração são atos criminosos. Nessa corrente de pensamento, ideia$ são apenas lucro. Na outra ponta, estão aqueles que acreditam no livre compartilhamento da cultura e da arte, os que vão na contra-mão e defendem o domínio público em contrapartida com a propriedade intelectual: os "copyleft".




O assunto (ou a guerra!) afeta diretamente diversas vertentes da cultura e até a ciência e medicina. Na música, a galera que faz mashups (reorganiza trechos de músicas já existentes para criar uma nova) sofrem um bocado com a burocracia dos direitos autorais. Sobre isso, foi construído o seguinte manifesto:


1) A cultura sempre se constrói baseada no passado;

2) O passado sempre tenta controlar o futuro;

3) O futuro está se tornando menos livre;


4) Para construir sociedades livres é preciso limitar o controle sobre o passado. 






• Na medicina, busca-se coletar dados em periódicos e artigos científicos para que algo novo seja criado. Quando se chega a um resultado satisfatório, muitas vezes, descobre-se que a ideia já está guardada e sem uso, já existe uma patente e portanto, é impraticável. 
Se as ideias estivessem livres para serem utilizadas e modificadas, a ciência evoluiria muito mais rapidamente.


• Argumentando diminuir os trabalhos mal remunerados em fábricas para a criação de empregos com salários melhores na área de tecnologia, os EUA decidiram adotar uma política de impedir a cópia de suas ideias, e em troca, os países poderiam exportar seus produtos para lá. Mas isso não funcionou como o esperado. "Tenho que admitir que agora que já faz mais de uma década que começamos com essa política de direitos autorais digitais, eu sinto que não atingimos os resultados esperados. Eu acho que talvez teria sido melhor esquecer a propriedade intelectual internacional e exigir melhores condições de trabalho e proteção ambiental" Bruce Lehman, ex diretor U.S. Patent and Trademark Office.


• Em uma palestra, o escritor, professor de direito da faculdade de Stanford e defensor da livre internet e distribuição de cultura, Lawrence Lessig, diz que as leis estão estrangulando a criatividade ao criminalizar a reprodução de trabalhos autorais. A liberdade está sendo restringida por uma legislação focada apenas no lucro. Confira aqui.


Lawrence Lessig, autor de "Cultura Livre"  e criador da Creative Commons




Documentário "RIP! A Remix Manifesto", sobre o compartilhamento de informação. No Youtube está dividido em 9 partes, pare de coçar o saco e assiste logo. 


Destaco a sequência a partir dos 3:10 da parte 2/9, onde aparecem comparações de instrumentais, blues antigos, Led Zeppelin, Rolling Stones e o acuso de plágio sobre Bittersweet Symphony do The Verve, cujos créditos foram recebidos pelos Stones... que venderam a música para a Nike. ("Cause it's a bittersweet symphony this life. Try to make ends meet you're a slave to money then you die!"Beleza então, né. 


Também o caso "Napster x 'Quem-fizer-vai-se-ver-com-o-Metallica'", entre muitas outras coisas interessantes, como os projetos culturais nas comunidades cariocas, as patentes de organismos vivos, o Mickey como traficante revolucionário e uma Disney hipócrita e perversa. Tudo dirigido pelo cyberativista Brett Gaylor com participações do DJ Girl Talk, Lawrence Lessig e o então ministro da cultura Gilberto Gil.




"O compartilhamento é a própria natureza da criação. Não há criação isolada, ninguém é um criador sozinho, ninguém cria nada no vácuo. Tudo já vem de alguma coisa que já foi criada antes, é uma cadeia que vai se processando, com música, com literatura, com o cinema (...)" - Gilberto Gil. 


A lei não deve limitar a liberdade cultural!


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Friday... FUN FUN FUN FUN FUN FUN

\\ //_ Vida longa e próspera, em mais tema, de mais uma sexta-feira

E como...

...Poucas pessoas...
Estão irritadas comigo...

... OU

Não dão a mínima...

HAVE FUN ...


Mas lembrem-se...

...Você pode não entender


O que está acontecendo... 

...Mas pode ter certeza que

nem tudo o que é dito...

        OU...

...escrito, de fato comunique algo...













quarta-feira, 18 de abril de 2012

Análise do filme "Clube da Luta"

Oi!

Já assistiram o filme "Clube da Luta"? Para quem ainda não assistiu, eu recomendo, pois trata-se de um filme que gira em torno de uma trama psicossomática muito interessante.

Deste filme podemos tirar boas lições, por isso, resolvi compartilhar a minha interpretação sobre o mesmo.

O filme é composto de 36 cenas, porém, nesse primeiro texto falarei apenas das 6 primeiras para não esgotar a paciência de vocês.
 



 
Título Original: Fight Club (1999)
Diretor: David Fincher
Roteiristas: Chuck Palahniuk, Jim Uhls
Elenco: Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter


Análise do filme "Clube da Luta"

Cena 1: Centro do Medo

Jack (Edward Norton) se dá conta de que a vida dele é uma merda infeliz e sem sentido. As pessoas são hipócritas e ele não poder fazer nada para mudar. Por isso, acaba se rebelando e desenvolvendo uma dupla personalidade de acordo com o que ele desejava ser no fundo de sua alma, Tyler Durden (Brad Pitt). Durden encarnava o poder, beleza, rebeldia, tudo que Jack gostaria de ser.

Ciente de que nada poderia fazer para mudar o seu redor, Jack percebe que a única alternativa é mudar a si mesmo e mergulhar profundamente no cerne de sua alma. Olhar para dentro de si mesmo e reconhecer os erros, medos, desejos e controlar as próprias emoções é o maior desafio de todos.

Cena 2: Ponto de Explosão

Nessa cena restam apenas alguns minutos para foder tudo que um conjunto de prédios exploda e vire cinzas. Essa explosão é o que acontece dentro do ser humano quando é confrontado e se sente ameaçado por alguém ou alguma coisa. Nos primeiros minutos de confronto é onde se comete as maiores besteiras: xingar, bater, dar um pula pirata, ofender uma pessoa amada, se fazer de vítima e cair no coitadismo (CURY, 2008, p.116). Quando isso acontece, as emoções são tantas que ficam, muitas vezes, impossíveis de controlar. A vítima dessas reações impensadas pode se tornar opressora de outra pessoa e isso irá desencadear uma destruição em massa.

Cena 3: Insônia / Cena 4: Instinto de Proteção

A dificuldade em lidar com as intempéries do dia-a-dia meche com a cabeça. Adquire-se tantas preocupações que fica impossível se concentrar em alguma coisa. Muitas vezes essas preocupações que não são controladas tiram o sono e tornam o ser humano ansioso e consumista. Jack passa a comprar compulsivamente coisas para seu apartamento como se isso fosse acabar com a sua desgraça resolver os problemas de sua vida.

Cena 5: Os Homens Sobreviventes do Câncer

Jack passa a freqüentar sessões de terapia em grupo. Nessas sessões percebe que há várias pessoas que têm tantos problemas quanto ele, até maiores. Nessas sessões ele se sente compreendido e amado, pois as pessoas compartilham o fardo que carregam entre si e, portanto, encontram forças para superar seus traumas, decepções e medos e seguir adiante. O câncer no título da cena pode ser entendido como um problema qualquer de grande impacto.
 
Cena 6: Força Animal

Jack se recolhe e se interioriza. Encontra dentro se si mesmo ferramentas que lhe ajudarão a superar as dificuldades. Quando o homem se torna mais consciente de sua própria personalidade e de seus comportamentos, encontra caminhos alternativos para a vida. Jack ia para as sessões de terapia mal e saia de lá bem, como se fosse capaz de tudo.

Não deixem de assistir ao filme e compartilhar sua opinião. Continua...
 

 


Referencia Bibliográfica:

CURY, Augusto. O Código da Inteligência: a formação de mentes brilhantes e a busca pela excelência emocional e profissional. Ed. Thomas Nelson Brasil/Ediouro, Rio de Janeiro, 2008

Fonte da Imagem: http://img.grandescolecoes.com.br/2011/post225/fight-club.jpg
Acesso em: 30/07/2011 15:54
 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Pelo direito de subir no muro. E descer. Ou não.


“Levamos uma vida que não nos leva a nada Levamos muito tempo pra descobrir Que não é por aí, não é por nada não Não, não pode ser, é claro que não é Será?”(Muros e Grades - Engenheiros do Hawaii)


A indecisão é muito subestimada. Admirável é aquele que sabe tudo o que quer, sabe pra onde vai, é radicalmente contra ou a favor da legalização do aborto, da maconha e do casamento gay.

Opinião formada é ótimo. O problema é opinião “mal informada”, sem corpo, sem conteúdo e sem consistência.  

(“Se pelo menos mentes fechadas viessem com bocas fechadas!”)

Só pra não ficar em cima do muro, porque ninguém gosta do sujeito em cima do muro. Mas é preciso levar em consideração que o problema de quem fica embaixo pode ser acrofobia.


É fácil se deparar com um muro na sua frente e contorná-lo. Você escolhe se quer seguir pela direita ou pela esquerda. Escolhe se quer ser contra ou a favor da lei da palmada, dos transgênicos ou da pena de morte, e continua caminhando.

Mas do chão, de frente pro um muro, você só enxerga tijolo e concreto.

Quando você se dispõe a ralar os joelhos pra escalá-lo, consegue ver além. Se não tiver medo de altura dá pra enxergar muito mais. E as vezes, percebe que dá pra seguir por caminhos em todos os ângulos, curvas, diagonais, inclinações, sentidos e direções. Que não é só sim ou não e que é possível enxergar nuances. “Em casos de estupro ou fetos anencéfalos”, “em cerimônia não religiosa”, “em alimentos processados.”. “Sim”, “não”, “se...”. 

E se permita errar, como canta Joss Stone, “I’ve got the right to be wrong”, e escolher novos caminhos. Quantas vezes quiser.

Com as ideias em ordem e os olhos cheios, você desce do muro e escolhe sua direção. O deixa pra trás, o destrói como nos atos finais de uma ópera rock do Pink Floyd.

Ou não.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Antes que o mundo acabe

Diretamente do ano do fim do mundo, abrindo a nova temporada do nosso blog.

Novas idéias, novos autores. A mesma inconstância, inconsistência e template!

Voltamos! Rage Against The Machine, voltou! Stone Temple Pilots, voltou! Alice in Chains, voltou!  Elvis voltou! Para casa, mas voltou.

Não estamos em um mundo perfeito. Notas velhas não são aceitas em máquinas de refrigerante, o lápis quebra quando apontamos e nem todos os grãos de pipoca estouram.

Talvez por estes “entraves que impedem” o mundo perfeito, que esta poderá ser nossa ultima temporada.

Deus deve estar querendo dar um reboot.

Então que encerremos em glória ou como sonho de um cachorro!

Ou não!

Sejam todos bem vindos, novamente!

Maurício Pinheiro
é blogueiro de segunda
analista de informática

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Eu me lembro bem.
Quando estava começando a me recuperar vinha uma coisa atravessando minha cabeça como se fosse um trovão prestes a estourar eu procurava logo a primeira estrela. Eu me lembro bem de ver aquelas luzes alaranjadas no poste formando círculos e trilhos. Sempre ao atardecer, eu olhava aos céus e sempre via a mesma única e solitária estrela a brilhar, ainda com as mechas azuis cobrindo os céus e me dizendo ter alguma semelhança
Sempre o mesmo desejo parecia uma coisa inalcançável mais eu sempre o confirmava como a ultima esperança.. Mas sempre dizem que aquele que implora por amor é um fraco, mas talvez na realidade seja um valente porque arrisca viver um momento de humilhação na esperança de viver toda uma vida de felicidade. Eu me lembro daquelas luzes alaranjadas. Eu pegava meu carro e saia feito um louco queria voltar no tempo mais já era tarde. Eu parava o carro em uma esquina e olhava a uma janela, debaixo de uma arvore com alguns arbustos ao lado. Olhava a frente e via uma bifurcação em T com algumas casas quando eu notava estava chovendo e era como um manto me cobrindo com um veludo frio de quebrar os destes e eu já não me importava mais com nada. Alguns ruídos estranhos me perseguiam eu escutava sirenes ao longe um assovio a uns 4 quilômetros e minha cabeça já a uns 40. Eu me lembro daquelas luzes alaranjadas. Eu olhava novamente a uma janela mais eu já não via a tempos aquele sorrisos eu lembro de tudo quieto. Eu lembro do frio na barriga, da sensação de querer acordar de um sonho. Se escondendo da chuva eu olhava ao celular com a esperança de alguma mensagem chegar, eu olhava a esquerda e enxergava um muro marcado para sempre com os traços de alguém que um dia já amou de verdade. Com a roupa já encharcada e aqueles sons entrando em minha mente eu via os faróis dos carros como luzes escaldantes vindas do inferno eu já não tinha mais forcas a aclamar. Algo de muito estranho havia acontecido, eu nunca havia esperaria por isso. Escorria uma lagrima ao olhar atentamente consultava a estrela e você é o meu destino. Não importa se você já não se encontra mais lá e sim que você brilha no meu céu. Eu me lembro daquelas luzes alaranjadas.